quinta-feira, 16 de junho de 2011

Repetimento inexato

Porcos... (André dizia com raiva)
...esqueça, jamais alguém irá ler isso. (Wagner apartava)
Não me interessa, são uns porcos...
...calma meu amigo, nosso dia vai chegar.
Há se vai... pode ter certeza.
...apague isso então.
Não!
...apague!
Não vou apagar nada, vou deixar aqui para que saibam tudo o que penso deles, PORCOS! (André gritava em prantos)
...calma cara, isso não leva a nada, você é bom, nós somos uma família, estamos aqui para ajudar.
Bastardos, não creio que isso aconteceu, NÃO POSSO ACREDITAR!! (André chorava compulsivamente)
...vamos cara, vamos embora, chega de confusão por hoje, você precisa cuidar do seu braço, está sangrando, amanhã é um novo dia. (Wagner abraçava o amigo e o levava para casa)

Naquela noite, em que André foi testemunha de mais uma violência de PMs contra estudantes.
Houve um massacre, 30 pessoas mortas e no minimo 150 feridos durante a passeata realizada em prol da liberdade de expressão.
Algo saiu do controle, gerando toda aquela algazarra.
André estava inconsolável, repórteres fotografavam o cenário de horror. 
A ditadura mostraria mais uma vez sua face.


Um comentário:

anti eu mesma ana-tômica disse...

ah, era disso que eu falava Baldassari! olha esse texto! você não floreia e mesmo assim transporta o leitor pra onde quer... ótimo! parabéns bonito!