segunda-feira, 11 de julho de 2011

Poeira e asfalto.


Você pensava em voar, talvez crer em alguma alternativa que fizesse com que os pés não queimassem ao tocar o chão quente, derretido pelo sol que castiga toda a vegetação e consequentemente tudo e todos que estão ao seu alcance.


Você caminhava num caminho oposto, buscando uma sombra, buscando um alivio, livrar-se da luz faria mesmo com que a radioatividade da estrela maior parasse de te tocar, você assim dizia. Logo ele some, uma nuvem aparece para cobrir, esta nuvem demorava a chegar, aquele céu azul estava mesmo azul. Sem um resquício de algodão.


E quando menos esperávamos, a noite chegou, estava tão quente que a rainha da noite parecia mesmo o astro rei, sua luz irradiada não aquecia mas ainda assim o calor estava tomando conta do ambiente. Era lua cheia e a claridade era intensa, enxergava-se extremamente bem. Conforme a madrugada se aproximava, o clima tornaria-se ameno, sem nossas vestes nos abraçamos mantendo o calor em nós. 


Aquele mesmo calor que nos matava aos poucos, era necessário naquele momento. Você se aqueceu em mim. Naquela barraca onde o teto eram as estrelas.


Juntando nossas coisas, você cantarolava Steppenwolf - Born to be Wild... Era teu hino, era a força que nos carregava por aquelas estradas do deserto Texano. 


O sol escaldante queimava combustível e borracha, queimava-se também pele e asfalto.

Um comentário:

anti eu mesma ana-tômica disse...

caracas velhinho! vou escarafunchar nuns escritos hoje pra te mostrar um texto com mais de 15 anos meu! toh bege! como se fosse resposta!!!! amei!!!!!