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Mostrando postagens de junho, 2011

Tão Distante - Parte 2 - O Passado

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“Ashkaril contava em detalhes como Yvel pôde chegar àquele momento. Yvel por sua vez custava a acreditar que toda aquela fantasia, podia ser verdade.” - Então Yvel, viemos de uma dimensão onde a guerra ainda persevera. O exercito inimigo estava avançando sobre nossas forças e você foi capaz de chegar até o centro do comando, onde eles mantinham os laboratórios, controles e todo o equipamento bélico. Você chegou até lá, te vi cair de uma altura de uns 200 metros e no vôo rasante você foi atingido. Recolheram teu corpo e não pude te resgatar. As forças inimigas ainda controlam boa parte do nosso território. “Yvel não acreditava em nenhuma palavra dita por Ashkaril.” - Que historia boa, você já pensou em contar isso pra Luna e Aliek? - Podemos ir até a sua casa, verá com seus olhos que o que digo é verdade.  - Vamos! Não acreditei em uma palavra que dizia esse tal de Ashkaril, algo me amedrontava em suas palavras, eram tão seguras e convincentes. Tenho realmente medo de não encont...

Tão Distante - Parte 1 - O Passado

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“Yvon caminhando por mais alguns metros podia sentir seus pés não mais afundarem na neve, sensação estranha não fosse Ashkaril aparecer novamente, como uma fumaça que toma forma em sua frente, uma névoa.” - É. Você é real. - Sim Yvon, sou real, estava a sua procura faz muito tempo. - Okay, não vou lutar nem correr, diga o que quer de mim. - Vim buscar você. É hora de continuar nossa jornada. - Que besteira é essa que você está falando? - Nossa jornada, rumo ao submundo. Precisamos de sua ajuda. E agora você está livre nobre Yvel. - É YVON, não Yvel... - Não meu caro, seu nome é Yvel. Anjo Caído como eu e nosso exercito, Por algum milagre o mercenário sodomita lá de cima te colocou entre os mortais. - Ham? - Posso te provar. - Pois não perca tempo. - Lembra-se de seu passado? - Sim... Lembro... - Tem certeza do que diz? Diga o nome de seu pai ou de sua mãe... - ... - Quem sabe algo mais recente, digamos, lembra-se de Lena no período em que Aliek estava em seu ventre? “Y...

Eis que surge o inicio, o meio quem sabe... e o fim? será que se justifica?

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Não há mais razão para tentar compreender que o ser humano é capaz de pensar em algo totalmente abstrato a ponto de que o corpo responda a movimentos totalmente subconscientes. Qual será a teoria do caos que explica essa mente que sobrevive na obrigação de exprimir, experimentar, espremer, suprir, subir, vencer, cair, morte! Onde mais o mundo de hoje pode explicar que realmente está perdido? Ode ao mundo moderno! - Alo? Quem é? - É da pizzaria, vocês estão afim de uma pizza? - Depende, que sabor? - Ai quem me diz são vocês... - Vai, me vê cinco pizzas de mussarela com inhame. - INHAME? mas que afronta... - Nunca pediram inhame? - Há... entendi sexo... - Porque raios alguém pediria uma pizza de mussarela com sexo? - Vai saber, quem sabe um tarado por laticínios... - Tá.. tá... tudo bem... mas, como que você entendeu sexo, quando eu disse INHAME? - Minha audição não é das melhores, desculpe... - Okay... okay... traga as pizzas então... - Sim senhor. São ...

Repetimento inexato - Alex

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Um dia comum para Alex, estava acostumado com o clima tenso daqueles tempos. Ao acordar, tomou um banho rápido, se vestiu com a camisa do partido, sabia que a parada seria reprimida pelo exercito, mas mesmo assim queria fazer parte, lutaria por um país livre. Beijou sua mãe de uma forma diferente, sabia que poderia não voltar mais, mas não deixou transparecer não queria preocupar dona Eva e nem que ela se pusesse ao perigo de segui-lo. Ela sabia que Alex tinha fortes influências para brigar contra o sistema, seu pai, torturado e morto pelas forças do governo. Era bem cedo, o sol nascia ainda por entre os prédios comercias e residenciais que se misturavam de forma homogênea. Não se sabia ao certo se daquele dia em diante as coisas mudariam, Alex, queria ver a mudança. Por isso se organizou para que a passeata acontecesse e realmente aconteceu. Saíram diretamente dos portões da faculdade, muitas pessoas gritando o nome da pátria: - BRASIL! QUEREMOS NOSSA LIBERDADE! - BRASIL! LIBERDA...

Atenção Passageiros

Estamos sobrevoando neste momento uma vida sem sentido algum... Graças ao caos deste mundo moderno... Mesmo que ele se ajeite, restarão as sequelas. Será que vai chover? Este frio derruba sobre nós uma espécie de nevoa... Cega, congela, prende, mantem sob as forças distintas... Morro de raiva ou de tédio? Será que se importariam com a causa mortis... Olho na janela, a chuva ainda persevera, caindo sobre o telhado do vizinho... Longe dali, estou escondido, raios dançam no céu ao som exímio do trovão... A cada dia que se passa, um dragão é morto por minha espada... Sangue corre em minhas veias e teu semblante paira no ar... Era claro espelho d'água... perfeição que a pedra destruiu...

Confessionario...

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Confesso, as avessas... Não mais temo o que não me é de direito temer... Confesso que não posso evitar certos tipos de coisas... Não posso evitar simplesmente que o sol nasça ou que a grama cresça. Mudo o que pode ser mudado, o que deve ser mudado. Se acho as coisas abomináveis, ignoro-as Se acho aceitáveis, permito-as... Unicamente pois sou completamente responsável pelos meus atos. Confesso... que... eu... não... mais... posso... correr... riscos...  mas... se... me... arrisco... a... isso... não... mais... vivo! E que a vida seja longa, para que eu possa fazer muita merda... E que os minutos sejam horas, quando for do meu agrado... E que as horas sejam segundos, quando me entediar... Acho que é isso...  sem pensar muito no amanhã...  sejamos o hoje, com base no ontem...  mas sem esquecer de viver somente o hoje. "Se o mundo é realmente o que vejo... então prefiro ver o mundo do meu jeito" Abraços calorosos. Dan Baldassari

Repetimento inexato - Carlos

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Carlos acordara naquele dia com um gosto amargo na boca, não bebia há muito tempo, não estava de ressaca, estudante das ciências sociais, fazia parte das altas do movimento estudantil em prol da liberdade, conseqüentemente, seria opositor ao atual governo. Não suportava mais a ditadura. Repressão e censura. Tomou seu café, como todos os dias. Respirou fundo, admirando sua bandeira Socialista esticada na parede.  Barba por fazer, coisa que jamais acontecera, Carlos fazia a barba diariamente. Foi caminhando para a faculdade, as ruas estavam movimentadas e o trânsito parado, uma passeata acontecia, Carlos, sabia que iria acontecer, mas não antes que ele pudesse chegar ao local combinado, olhara em seu relógio, quebrado, os ponteiros não se mexiam. Carlos perdeu hora. A passeata ocorrera sem ele. Os lideres seguiam sua marcha e Carlos correndo atrás para tomar a frente junto com seus companheiros. Ao longe se podia ver que a policia armou cercos, mas para sua surpresa a passeata ...

Repetimento inexato

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Porcos... (André dizia com raiva) ...esqueça, jamais alguém irá ler isso. (Wagner apartava) Não me interessa, são uns porcos... ...calma meu amigo, nosso dia vai chegar. Há se vai... pode ter certeza. ...apague isso então. Não! ...apague! Não vou apagar nada, vou deixar aqui para que saibam tudo o que penso deles, PORCOS! (André gritava em prantos) ...calma cara, isso não leva a nada, você é bom, nós somos uma família, estamos aqui para ajudar. Bastardos, não creio que isso aconteceu, NÃO POSSO ACREDITAR!! (André chorava compulsivamente) ...vamos cara, vamos embora, chega de confusão por hoje, você precisa cuidar do seu braço, está sangrando, amanhã é um novo dia. (Wagner abraçava o amigo e o levava para casa) Naquela noite, em que André foi testemunha de mais uma violência de PMs contra estudantes. Houve um massacre, 30 pessoas mortas e no minimo 150 feridos durante a passeata realizada em prol da liberdade de expressão. Algo saiu do control...

Bom dia...

Yvon está de folga, acho que judiei dele demais essa semana, vou parar de escrever Tão distante todos os dias, ele já pediu misericórdia, penico e está a beira de um ataque. Até me ameaçou com o rifle dele. Mas fazer o que? Necessário escrever né... Poemas, testículos... vísceras aparecerão. Por que não? :D Hoje me deparei em um dilema, como um ser ou não ser. Optei pelo ser, me convenci que nada vai mudar se a mudança não vier de mim. Nada vai acontecer se eu mesmo não fizer por onde. Li Porto - Galápagos , no Catalogo Suicida da Lô , os textos dela são fantásticos. Tem a serie Jornais também e a Nairobe que realmente, me fascina. Opinião critica não rola, não sou de criticar. (PAUSA). Sou sim, critico, se o filme é ruim, eu durmo. Meu corpo talvez se acostumou com isso, minha cabeça diz que é ruim, ele já vai desligando os sentidos, se aconchegando num cantinho qualquer e pronto, sono profundo.  Alguém acredita que eu acordo durante os crédi...

Tão Distante - Parte 7 - O início

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“Ashkaril olhava para Yvon, como um grande amigo quem não vê o outro há muito tempo, olhava Yvon com um sentimento fraternal. Yvon por sua vez, tentava decifrar o que estava acontecendo naquele instante. Sua visão estava ficando embaçada, Yvon não entendia muito bem o que estava acontecendo, nada daquilo fazia sentido.” Fechei os olhos tentando fazer com que minha visão voltasse, abri-os e lá estava, deitado ao chão novamente. Um sonho? Um simples sonho? Não pode ser possível, não é possível... Foi tão real, eu realmente vi aquilo tudo acontecer, não posso acreditar. Mais uma vez minha cabeça parecia explodir, mas aquilo já não era incomodo, me acostumei a aquilo e prosseguiria viagem, já estava a um tempo longe de casa, vagando por estes cantos. Nada de anormal, já estive mais de trinta dias longe. O sol tocava minha pele, previsão de que a estação mudara. A neve ainda não havia parado, mas o frio poderia estar amenizando. Meu corpo estava dolorido após esta noite, não sei quantos ...

Anfíbio

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Dizem que em sua maioria, as pessoas padronizam o ser imutável. Buscam a todo custo provar a ele, que o comum é o correto. Mas realmente seria correto ser o comum dito normal? Surgem anfíbios, mudando de lado a todo momento, causando a discórdia entre gerações, gerados e geradores. Para não falar dos graduadores e formadores de opinião. Opinião publica, maioria. Que ditam as regras, apontam o dedo no nariz de todos, dizendo que ele está errado por não pular da ponte como aqueles cinqüenta homens que pularam. - Você está errado, deveria fazer o mesmo. Deveria ter uma vida regrada. Publicamente, vão aos púlpitos, eximiamente declamam seus direitos e deveres, vomitam na cara da opinião publica e revolucionam o país, para não dizer o mundo. Qual seria mesmo o dever de um ser comum, comum não, padrão. Com certeza seriam os mesmos de qualquer um. O anfíbio está em vossas vidas, convivendo com vossos filhos, talvez você mesmo ai que lê este blog. Pode ser um deles. Caminhemos então, um di...

Fragmento: Lacrimosa - Schakal

"Secos estão também meus beijos Que um dia eu dei com amor Esparramados num rochedo Esmagado entre os rochedos e espalhado Sob os fragmentos ardentes do meu centro Eu espalho minhas lágrimas no fogo incandescente As flores dela murcham em minhas mãos Sua saliva coagula em minha boca Eu arranco meu corpo da inundação O anjo atira as asas dela no fogo incandescente Eu expurgo meus pecados Ela abre a sua faringe Eu lambo seus ferimentos com minha boca Eu beijei seu coração Amei sua carne no portal A lingua dela petrificou-se aos pés do monumento E as suas cinzas se espalham sob os anjos Eu só quero viver"

Tão Distante - Parte 6 - O início

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“Naquele momento, Yvon sabia que nada iria adiantar. Se via paralisado, imóvel. Percebe que a sua volta, não há neve, e o frio já não tocava seu corpo com a mesma intensidade, o clima era moderado, agradável. Abrir os olhos, para Yvon foi como se um pesadelo tivesse inicio. Ele via um céu vermelho como o fogo, as nuvens eram negras como fumaça.” Ao momento que me vi naquele cenário horrível, foi como um pesadelo, mas não me senti mal, aquela paisagem não me dava medo, eu estava livre daquela paralisia. Quando vejo um ser vindo em minha direção, tinha forma humana, mas, possuía... Asas? Sim, ele iria se aproximando de mim e cada vez era mais nítido, era sim um ser humano com asas. Pensei em fugir, mas como faria isso neste lugar? Meu rifle estava em minhas costas, empunhei-o fazendo mira no ser que se aproximava. - PARADO! (Yvon com voz de autoridade) O ser continuava sua aproximação. - EU DISSE PARADO! (Yvon não assumiria nenhum sentimento de medo, de modo algum poderia) Sem efeito. ...

Humildemente...

Céu negro sobre nós Cena de filme, vejo por entre as nuvens os raios de sol Tentando a qualquer maneira justificar sua existência Vejo que nada pode para-los, a não ser que a nuvem se faça mais espessa. Impressão de que o sol iria morrer Seus raios seriam perpétuos. Continuo, paralelo, apenas finito. Seriam apenas raios de luz, perfurando a massa esfumaceada. Luxuria. Medo. Carência. Estupidez. Violência. Incompreensão. Divisão. Diversão. Introversão. Desobediência. Altivez. Vivência. Cedo. Alforria. ...........morte!

Tão Distante - Parte 5 - O início

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Ainda atordoado, buscando aquelas imagens em minha cabeça. Não sei como e nem porque aconteceu. Sei que aquela luz, raio, espectro, de algum lugar surgiu e sumiu diante de meus olhos. Que sensação horrível, aquilo está me assombrando ainda enquanto acordo. Maldito pesadelo. “Yvon, camponês, atirador nato como pudemos perceber. Descrente de qualquer coisa, a não ser a matéria. Somente acreditava, naquilo que podia tocar. Preferia acreditar que aquela luz foi somente algo de sua cabeça, sabia que não era real, mas acreditar em uma ilusão ou miragem seria mais confortável para si. Porém, é claro, aquilo ficou por horas mantido em seu pensamento.” Eu não podia mais suportar aquele tormento. Iria perder a calma cedo ou tarde. Minha cabeça latejava, estava para explodir. A dor aumentava a cada passo, nada parava aquilo. Em um movimento de desespero, bati com meu rifle em minha cabeça, vários golpes, a dor cessava. Desmaio. “Yvon caído ao chão, estava realmente sendo observado, por um ser ...

Nada a declamar

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Entre a crença e a ciência... Entre o céu e o inferno... Entre o bem e o mal... Entre a sorte e o azar... Entre a terra e o mar... Entre o dia e a noite... Entre o escuro e o claro... Entre o grito e o silencio... Entre tudo e o nada... Entre o amor e o ódio... Entre a coragem e o medo... Entre o sim e o não... ...sempre haverá, o meio termo.

Tão Distante - Parte 4 - O início

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Podia sentir o vento rasgando minha pele. Já havia três dias desde a minha partida, meu corpo devia estar acostumado ao frio, alias, nasci neste local, cresci brincando no gelo, não era normal meu corpo estar tão fragilizado. Ainda sentia um peso nas costas, devido ao cansaço de uma noite em claro, eu sentia a presença de algo, que situação perturbadora, olharia para os lados sem encontrar nada. Senti-me perdido, aquela casa, distante de meus olhos, parecia cada vez mais distante. Uma miragem talvez? Mas como poderia ser? Tão real... Caminhando, sem nem ao menos me importar com as condições físicas, meu corpo precisava de descanso, cheguei ao esgotamento. Definitivamente não poderia continuar. Mantimentos se acabando. Adormeci. “Lena e Aliek, durante um almoço...” - Mamãe, o Pai vai demorar muito? - Não sei meu filho, talvez Yvon demore alguns dias, em sua ultima vez que fez isso, demorou um mês para voltar e aqui estamos. - Gostaria que ele estivesse aqui com a gente, tenho ouvido vo...

Silêncio Travado

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Em meio as chamas, deslizando sobre os feixes de luz. O fogo ainda queima. Rastejando sobre o combustível , deixando suas marcas, traços. Refaz o descaso, descuida, atrasa. Cai no sono, desperta em brasa. Finge-se de morto, fatalmente explode... Entre dutos descuidados, perfura, jorra, polui. Fere o semelhante, faz jus ao ser divino. Apaga da memória, sela o vicio, o ciclo. Após a redenção, após a benção, o refugio... Após o termo, apos contrato... o acordo. Sem méritos , sem honra... Morre...

Tão Distante - Parte 3 - O início

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O desconhecido me aguarda, realmente não tenho idéia do que está por vir. Quem sabe um lugar onde possa fazer moradia ou ao menos com condições de montar acampamento. Enfim encontro um terreno em bom estado, sendo possível a montagem da minha barraca. O frio ainda é forte aqui, mas a neve não cai mais, talvez por um tempo limitado, tendo em vista que não devo estar muito longe. Meu instinto não me permite aquietar-me já que sinto no ar uma aproximação. Noite em claro, aguardando por contato de algum tipo de fera ou ser humano. Noite calma, apesar do vento frio que congelava os dedos. Meus sentidos ainda detectavam alguma coisa. Sentia um cheiro estranho no ambiente, o corpo arrepiava com uma onda de ar, seria o frio? Algo aconteceu naquela noite, não me lembro muito bem. Meu corpo estava paralisado, não pude olhar para trás, não era medo, juro! Simplesmente algo tomou conta de mim num momento vulnerável. Lembro-me de uma forte dor na cabeça, não de pancada, mas de dentro pra fora. Me v...