Meu caro Fyodor - Prelúdio
Te chamo de Fyodor, mas, meu amigo, como é mesmo aquela velha história de que nunca mudaríamos? Como é mesmo aquela velha frase, “os dois que se tornam um”, ou, quem sabe, três? O mundo deu as voltas que ele sempre dá. Assumimos nossos atos e lados, corremos em direção contrária por várias vezes e cá estamos, frente a frente. O espaço entre os nossos corações sempre foi mínimo, e eu não falo, obviamente, de carne, esta não é uma confissão ou palavras de amor. Está é uma carta em resposta aos teus atos, meu caro Fyodor. Por muito tempo adquiri certas artimanhas vindas da nobre terra, o tal planeta azul que tanto falam. Cá do espaço, vejo o Sol nascer por detrás de todas as mentiras que ouvi e ainda vejo o quanto os seres humanos são tão mais humanos. Sua crença não os faz melhores, as caravelas que vocês construíram se tornaram navios de guerra (não que as caravelas não os fossem), hoje eu vejo que dá mesma forma que construíram pontes, vocês destruíram as relações e cada d...