Sublime
De certa forma ao tocar os céus, aquele avião se partia em dois. O fogo transformava em poucos segundos tudo aquilo em cinzas, consumindo cada ser vivo dentro daquele que se chamava de fornalha. Um para-quedas aberto deslizava das alturas em direção ao solo. O herói em sua forma mais fantástica, o alter-ego deixou de ser para se transformar em ego. Enquanto a queda era a unica certeza, ele veria que o horizonte jamais poderia mudar sua posição e que por mais relativo que fosse o método a se observar, a observação seria a mesma. Ele viu o mundo que ninguém podia ver, ele viu lá de cima após ter o corpo incendiado, reduzido a carbono, após ver todo o sofrimento das pessoas ao redor, o desespero de todos aqueles entes queridos que por mais desesperados que estivessem, nada poderiam fazer. O acidente aéreo consumando-se, não houvera sobreviventes. Aquele para-quedas era somente ilusão, um fato proposto pela mente da garota que aguardava pelo herói ...