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Mostrando postagens de junho 15, 2011

Tão Distante - Parte 7 - O início

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“Ashkaril olhava para Yvon, como um grande amigo quem não vê o outro há muito tempo, olhava Yvon com um sentimento fraternal. Yvon por sua vez, tentava decifrar o que estava acontecendo naquele instante. Sua visão estava ficando embaçada, Yvon não entendia muito bem o que estava acontecendo, nada daquilo fazia sentido.” Fechei os olhos tentando fazer com que minha visão voltasse, abri-os e lá estava, deitado ao chão novamente. Um sonho? Um simples sonho? Não pode ser possível, não é possível... Foi tão real, eu realmente vi aquilo tudo acontecer, não posso acreditar. Mais uma vez minha cabeça parecia explodir, mas aquilo já não era incomodo, me acostumei a aquilo e prosseguiria viagem, já estava a um tempo longe de casa, vagando por estes cantos. Nada de anormal, já estive mais de trinta dias longe. O sol tocava minha pele, previsão de que a estação mudara. A neve ainda não havia parado, mas o frio poderia estar amenizando. Meu corpo estava dolorido após esta noite, não sei quantos ...

Anfíbio

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Dizem que em sua maioria, as pessoas padronizam o ser imutável. Buscam a todo custo provar a ele, que o comum é o correto. Mas realmente seria correto ser o comum dito normal? Surgem anfíbios, mudando de lado a todo momento, causando a discórdia entre gerações, gerados e geradores. Para não falar dos graduadores e formadores de opinião. Opinião publica, maioria. Que ditam as regras, apontam o dedo no nariz de todos, dizendo que ele está errado por não pular da ponte como aqueles cinqüenta homens que pularam. - Você está errado, deveria fazer o mesmo. Deveria ter uma vida regrada. Publicamente, vão aos púlpitos, eximiamente declamam seus direitos e deveres, vomitam na cara da opinião publica e revolucionam o país, para não dizer o mundo. Qual seria mesmo o dever de um ser comum, comum não, padrão. Com certeza seriam os mesmos de qualquer um. O anfíbio está em vossas vidas, convivendo com vossos filhos, talvez você mesmo ai que lê este blog. Pode ser um deles. Caminhemos então, um di...

Fragmento: Lacrimosa - Schakal

"Secos estão também meus beijos Que um dia eu dei com amor Esparramados num rochedo Esmagado entre os rochedos e espalhado Sob os fragmentos ardentes do meu centro Eu espalho minhas lágrimas no fogo incandescente As flores dela murcham em minhas mãos Sua saliva coagula em minha boca Eu arranco meu corpo da inundação O anjo atira as asas dela no fogo incandescente Eu expurgo meus pecados Ela abre a sua faringe Eu lambo seus ferimentos com minha boca Eu beijei seu coração Amei sua carne no portal A lingua dela petrificou-se aos pés do monumento E as suas cinzas se espalham sob os anjos Eu só quero viver"