A lama
Em mais um dia como em um terreno frio, como se estivesse tocando a lama fria nos pés, no fundo de um rio nas montanhas geladas, aquele que te faz observar a vida toda num piscar de olhos e nada daquilo parecia fazer sentido a não ser a sobrevivência. A relação em que se observa ao relento, jogado no fundo de um rio como uma pedra que estará ali, estática por anos e anos e anos... Parece tão cruel quanto uma corda que entrelaça e sufoca ou como uma faca que invade e desobstrui a vazão dos fluidos vitais. A sobriedade de um ser que se deslumbra com o mundo é tão incrédula quanto o ser que se arrasta pelo mesmo e se afoga nos horizontes de um céu escuro em plena luz do dia. O monstro não o persegue, ele mesmo o é e todos os dias de uma vida viverá a sombra deste que vive dentro de si, ao mesmo clarão de sobriedade que o mundo as vezes o faz pensar que talvez tenha uma esperança, me trazendo a ideia da equilibrista que no primeiro deslize se faz uma força desumana para se manter e...