Na sala, no divã
Na sala, um projetor, alguém dizia algumas coisas sem o menor sentido. Falava de linguagem abstrata, falava de história, mas não se cansava de falar. Exemplos e suponhamos que algo aconteceu. A didática era horrível. Mas eu queria falar de outra coisa, acordei pensando num conto erótico, coisa que nunca escrevi por achar tão patético alguém descrever um ato sexual, uma situação a qual passou ou algo que fantasia, mas nunca viverá. É difícil crer, mas as pessoas possuem os desejos mais obscuros guardados em algum lugar, lá no fundo. Cocei minha cabeça, estava coçando, talvez seja pelo fato que ainda não tomei banho, mas acho que eu não devo falar sobre a minha manhã. Foi maravilhosa de inicio e fantasiosa de outra, hoje fantasiei minha cama, ela estava lá, aquela mulher de cabelos agora castanhos (eu adorava o tom de cinza que ficou após o azulado, mas, bem... ela não). Castanho estava lindo, aliás, o cabelo é algo que eu gosto de ver em uma mulher e, o da senhora minha esposa, é ...