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Mostrando postagens de agosto 24, 2011

Interior

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Sentiu na pele um arrepio, algo estava em sua frente, mas não podia ver. Arriscou uma piscadela para limpar os olhos, esfregou suas mãos nas pálpebras esperando recuperar a visão passada. Não seria possível viver naquele instante que aterrorizava e destruía sua mente. Não seria possível dividir aquelas vidas. Ele observou o outro lado da janela e o que viu foram pássaros no telhado do vizinho saltitando e sobrevoando os arredores, enquanto escrevia algumas coisas, riscava outras e rabiscava no canto do caderno. Não fazia sentido estar ali naquele momento. Sentiu novamente aquele arrepio, se viu do avesso, seu coração batia de forma inconstante, seu olhar não mais observava a janela. A cena fechava como seus olhos. Seu corpo foi se acostumando àquela sensação, porém ao mesmo tempo foi sentindo uma fraqueza. Uma força que tomava conta de tudo. Um zunido surgiu nos ouvidos. Num enlace, não sabia se vivia ou se estava morto. Surgiam figuras em sua frente, um delírio. A febre aumentava gr...