Golden Gate
Alcançar o céu já não era o bastante. Queria o infinito, buscava o encontro entre os deuses. Suas asas negras lembravam as de um corvo, voaria cada vez mais alto até que a pressão não mais fosse leve. Sentia a fumaça sair de sua pele, o horizonte cabia em seus olhos e uma lagrima escorria. Assimilando ao dia em que partiu daquele lugar rarefeito. Ainda sujava o céu, seria apenas um ponto negro enquanto caia. Não suportando a atmosfera, explodindo como um cometa sua cauda reluzia o fogo que saia de sua boca. O sopro do dragão inflamava seu corpo. Ainda em chamas arriscando um pouso forçado, rompendo as barreiras do som, criavam-se as nuvens juntamente aos estrondos. A água ainda imóvel recebia seu corpo em formato de pedra, rígida, inflexível... Seus membros deslocados, as asas destruídas pelo fogo apagado pela água. Não sabiam ao certo o porquê daquele fim, o sofrimento contido a fim de libertar-se, sem motivos a ser analisados, sem questões a levantar. Daquele mome...