O Beatnik e a esperança - Parte 1 - Um manifesto
Um dia frio com Sol, um dia nublado no mormaço. As vezes a gente se sente como se não tivesse pertencimento ao lugar que estamos, como se apenas flutuássemos presos a um barbante tão frágil quanto uma linha de uma teia. A própria vida é algo frágil, assim dizia um grande amigo, isso que vestimos é apenas uma casca, algo passageiro, tão passageiro quanto qualquer nuvem que sobrevoa a nossa casa, o nosso terreno, o chão que pisamos. As vezes tenho a noção de que não se tem tanta certeza de que pisamos o chão ou se ele nos pisa, afinal, o que nos mantém no local onde nós situamos? A beira de uma estrada ou a beira da vida? É como se eu estivesse em um ponto onde não há passado e nem futuro, apenas um chão com um rumo incerto, voltar é uma incerteza tão grande quanto ir para além das faixas contínuas, é compreender o grande deserto que existe no meio fio da vida e da morte, é uma incerteza simples que beira a loucura de estar e não estar, é a grandeza de um sentimento que não...