Esperança
Aquelas cores que se formavam no azul do céu daquela cidade extremamente poluída, tornava o céu um tom de marrom meio vermelho. Na junção entre o firmamento e o horizonte revestido pelos prédios. Aquelas ruas extensas, onde as luzes vermelhas dos veículos reluziam o crepúsculo. Caminhar por entre as ruas, pontes e passarelas daquele sol que já se punha antes mesmo da hora do rush, era como enfrentar a vida e a morte num só momento. Voltar para casa era não só um caminho, mas uma missão. Indecisos se permaneciam na faixa 2, para seguir em frente ou então talvez a faixa 3 para sair da marginal, faixa 1 de segurança. Os motores exalavam aquele cheiro característico do catalisador e o perfume das rosas plantadas no canteiro daquela corporação multinacional mal era provado pelos que passavam por ali trancados e vedados em seus veículos com ar condicionado. O sol como dito, já estava posto, enjaulado, o frio já tomava conta dos corações e das saudades, os bares começavam a se enche...