De Fyodor a Faber - Lembranças e notoriedades
Faber, as vezes me encanto em saber que está por aí. As vezes eu me olho no espelho e vejo um tanto de você. Lembro dos dias que toda a família te chamava para observar os campos ainda verdes do início do outono e você raramente saia do porão. Enquanto Pyotr ainda ansiava por melhorar as apresentações na corte e toda aquela preparação da Ekaterina para o baile real. Lembra? Claro que não, eu sei. Você sempre esteve parado no tempo para esses valores mundanos. Eu sei, você está hoje onde sempre sonhou. Eu temo que não volte mais, mas, enfim, gostaria que soubesse que estamos todos bem, de certa forma. No oriente médio lançam bombas químicas, gases, como na primeira Guerra. De fato, receio termos que voltar a utilizar as máscaras da peste, mas, hoje sou apenas eu ainda neste espaço/tempo indefinido entre o firmamento e o que chamamos de limbo. Não reclamo, apenas vago pelas entranhas desta terra sem escrúpulos ou momentos prazerosos. Creio que Walt Whitman tinha receio de compreend...