Quibus Pythonicus
Seres errantes, tão somente em seu ciclo enquanto elípticamente seguem a força gravitacional. São mundos que entre os mortos e os vivos, prosseguem-se em pleno curso. Uns mais fechados e outros mais abertos, caminham junto a cometas, meteoritos e poeira espacial, assim como outros errantes, mantém-se sozinhos observando seus iguais. Ainda que se diga que a vida permanece intacta em meio ao infinito, é possível que se escondam no lado escuro dos astros, um ser que em alguns aspectos se torna morto-vivo, onde a luz o incomoda e a escuridão lhe pertence, é frio, sombrio, fúnebre. O mundo pelo qual não se enxerga mais, é apenas mais uma pequena parcela do que se sente. Neste instante em que os olhares se cruzam, o caos se instaura, o medo corrói e não há mais saída. Viajando bem rapidamente com destino incerto, novamente baseado em cálculos e informações deturpadas, o fim é anunciado com pavor. Apenas os seres errantes continuam se movendo em seu curso natural. Não há igualdade na...