O Dragão e a Pena
Certas vezes tão incertas a pena vinha pelo tempo De mais outras vezes o Dragão soprava sem se irritar Exclamava a pena pelo mesmo compasso a voar Na mesma altura em que o Dragão surgia com seu sopro de vento A pena que resistia a gravidade não tinha um mínimo de pudor Pobre Dragão que envergonhado fazia uma pose um tanto quanto bonitinha ao assoprar O Sol assistindo aquilo encoberto pelas nuvens da montanha comprovava todo o dissabor Que o Dragão sustentava ao bater suas asas para arriscar-se o mais alto patamar A pena que por si só era traiçoeira O Dragão que mesmo assim era um menino A pena se pôs ao chão quase na beira O Dragão ainda que relutasse mantinha-se exímio Travou-se a batalha mais incrível de todas as eras Um Dragão que se irritou com o movimento do vento Uma pena que subiu a montanha e alcançou os céus e as nuvens mais belas Num sopro quente entre floretes transformou sua amiga em poeira, unindo-a ...