Por quem os sinos dobram
[leia sussurrando] Os talheres de ambos os lados do prato, eles se contorciam e de forma descendente de dentro pra fora seguiam a etiqueta. O céu se fechava para mais um temporal e na hora do relâmpago a luz se apagou [até aqui], retornando após alguns segundos. Deu pra ver o clarão que não deixou de formar aquelas sombras estranhas na parede em frente à janela. Os castiçais na mesa, não permitiram faltar a luz, as crianças corriam para o abrigo dos pais, deixando a brincadeira de lado, no fim, todos riram, pois não era sempre que a luz acabava. Sempre que as crianças brincavam no jardim, juntavam-se os mais velhos e os mais novos, brincadeiras de roda, pique esconde, pega-pega. Os maiores já brincavam de ser grandes, imitavam os trejeitos dos homens mais velhos, servindo-se de bebidas e gesticulavam como se degustassem de um delicioso cachimbo após a refeição. Gesticulavam também os gestos, durante um bate-papo mais descontraído, porém nunca saíam do trivial ou do dito tradicion...