Lá vem a cidade, adaptação para texto, por Lenine.
Eu vim plantar meu castelo n aquela serra de lá, o nde daqui a cem anos v ai ser uma beira-mar... Vi a cidade passando, r ugindo, através de mim... Cada vida uma batida d um imenso tamborim. Eu era o lugar, ela era a viagem. C ada um era real, cada outro era miragem. Eu era transparente, era gigante. Eu era a cruza entre o sempre e o instante. Letras misturadas com metal e a cidade crescia como um animal, e m estruturas postiças, s obre areias movediças, s obre ossadas e carniças, s obre o pântano que cobre o sambaqui... Sobre o país ancestral, s obre a folha do jornal, s obre a cama de casal onde eu venci. A cidade p assou me lavrando todo... A cidade c hegou me passou no rodo... Passou como um caminhão p assa através de um segundo q uando desce a ladeira na banguela... Veio com luzes e sons. Com sonhos maus, sonhos bons. Falava como um camões, g emia feito pantera. Ela era... Bela... fera. ...