Notas de um observador n 54 1/56 (1 e 56 avos)
O mundo estava em colapso, rachaduras desprendiam todo o processo de reconhecimento dos corpos daquele acidente inevitável, caia por terra teses sobre plasma, cotidianos e estudos baseados na sobrevivência do ser humano nos primórdios, diziam que a vida no planeta azul estava ameaçada desde sempre. Apenas respiravam fundo e fugiam dos predadores, cada vez maiores. Por hora, a invenção da arma e dos meios de locomoção traziam segurança e claro, a sapiência dos nossos guerreiros e coletores era o diferencial. Aprendemos a plantar, cultivar e colher. Com o passar dos anos tudo foi aprimorado e a roda nos fez acreditar que num futuro próximo, descer da árvore era a melhor coisa que já nos aconteceu, pisamos no chão gramado, limpo e tratamos de iniciar um procedimento de colonização, experimentamos coisas e testamos nossa própria fé. Mesmo sabendo que o invisível vento nos era por vezes calmo, trazia consigo a mais tortuosa tempestade, uns morriam nas árvores atingidas por raios outros...