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Mostrando postagens de janeiro, 2012

O Cigarro e o Câncer

A vida como era feita de apenas um sopro. Inspira, expira. A fumaça entrava no corpo perfurado e saia pelas valas das costas que sinalizavam o trágico fim. A bandeira hasteada, com os dizeres: Não fume, parece que não servia nem mesmo ao lado dos tanques de petróleo ou nas placas em locais fechados (públicos), tinha um placebo para que a dor daquela mancha negra fosse mais branda. Enquanto escrevo, sinto meu peito arder, sinto o ar faltando. O maço de um lado, os exames do outro e eu no meio fio, não sei se abuso do vício ou se respeito minha saúde, não sei se abuso da saúde e respeito o vicio. Está muito claro para mim, que isso pode me matar. Alias, já me matou. Parti corações, vivi sem remorsos, consciência leve e tranquila. O câncer pôde ser evitado, mas o vício não. Cansei de lutar, cansei de esperar que tudo se encaixe, apenas estou escrevendo talvez minhas memórias. Olho para fora, a luz do sol passando por entre os feixes da veneziana, amarelada de nicotina. O ve...