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Mostrando postagens de agosto, 2012

Papo de Elevador - nº 6

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Um dia de Sol na empresa em que o Sr. Meinfuhrer comandava sua tropa para os testes de aptidão (era sol, aquele mesmo que passava pelas frestas da porta que ligava o estacionamento ao campo de concentr... ao tronc... ao quartel gen...ao escritório).  Mas eis que surge a pergunta, teste de aptidão? Sim, todos diziam suas funções e deveriam provar que sabiam fazer aquilo. O Moreira, granfino, chefe de alguma coisa que nem ele sabia direito explicar, estava com as pernas bambas, hoje seria descoberto que mais mamava nas tetas do Dono daquela espelunca do que o contrário (não levem está constatação no sentido literal da coisa, ele mesmo nem pensou nisso, ainda bem). O Ascensorista, que chamavam de Washington (devido ao episódio do WC), sabia bem o que fazia ali, era subir e descer, descer e subir (peço que desta vez encarem o sentido literal da coisa, ou não, bem... continua). A Senhora Clementina, também tinha ideia do que fazia ali e não tinha dúvidas em provar que seus...

Nota(-se)

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Observando as pessoas, descobrimos que fazem parte de um padrão, que em sua maioria não sabe nem onde está e nem o que está fazendo. Apenas vivem. Limpam. Sujam. Evitam. Tentam. Frustram-se. Chegam ao orgasmo. E após isso, são apenas pessoas. Pavões, andando por aí para que os outros vejam suas belas (nem sempre, e nos dias de hoje, ainda mais difícil) plumas. Andando com seus parceiros de bando, tribo, turma, matilha ou (por que não?) enxame. Prontos para atacar, o (coletivo) mais próximo. Não dependem somente de seu (coletivo), não cultivam a si mesmos e muito por acaso acabam cultivando o que há nos outros grupos. Eis que surge a miscigenação, responsável por tantos equívocos e por tantas ondas diferentes, tantas vertentes e tantas outras (espécies). Dentre os seres (humanos) pode-se também existir aqueles que apenas assistem com certo nojo o desfile. Não desfilam, não existem, apenas observam. Olhando com todo o cuidado para não se aproximar demais (do bando). O solitário...

Inimaginável

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Enquanto criava-se no céu, aquele funil misterioso, apenas admirava a beleza dos astros ao seu redor. Sistema solar, sistemas financeiros, sistemas políticos e mundanos. A menina sentada na calçada observando as estrelas não tinha ideia da imensidão e nem ao menos de como aquela calçada foi parar ali. Era curiosa mas não perguntou aquilo para a mãe, que as vezes se irritava com perguntas e mais perguntas, naturais de qualquer criança que descobre o mundo através da janela do quarto, geralmente ajoelhada na cama com os cotovelos apoiados, por horas e mais horas talvez para contar quantos segundos tem o dia, ou então quanto tempo o sol demora para percorrer o horizonte. Estufou o peito e questionou a senhora que lavava os pratos, talheres e copos. Resmungava também, pois o marido não havia comprado a maquina de lavar de presente de natal, pois é, para aquela mulher, aquilo seria um presente. Não ter a necessidade de não lavar os pratos. Mas, bem, ao ser questionada de como aquela c...

Um Banquinho e um Violão

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Aurora boreal em pleno corcovado. Da janela viu as crianças deitadas no chão com as mãos na cabeça, as mães assistiam e tentavam deter a policia que apenas fazia seu papel na sociedade. Mais tarde, aquele menino maltratado pelo PM, o matava com 2 tiros, pelas costas, um pouco mais velho, aquele menino cresceu levado pelo ódio que tinha apenas dos soldados. Diziam: "Nossas meninas estão longe daqui, não temos com quem chorar e nem pra onde ir, e se lembra de quando era só brincadeira... Fingir ser soldado a tarde inteira?" Enquanto do lado do morro, a ilha que se formava durante o cerco, ou poderíamos chamar de embargo. Cada criança com seu próprio canivete. Enquanto isso, o senhor da guerra ainda não gosta de crianças e todos se afogam num copo d’água. Caiu em si quando olhou para os próprios pés, descalços, com frio, sujo e desgastado do asfalto que corroia toda a carne. Corrompia os maiores e findava os menores. Subiu uma fumaça mais densa, pipas, aviõe...

Post Mortem

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Arriscou um palpite. Palpitava o coração. Até que parou. Choque. Choque. Pulso. Firmou. Parou. Choque. Choque. Ele está vivo. Sequelas. Parou. Pensou. Afinal, qual seria o fim? A luz? O nada? Apenas ele sabia. Mas não contou a ninguém. Estava morto.