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Mostrando postagens de novembro, 2012

Copas

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Deitou-se. Semicerrando os olhos, agitava-se com a brisa úmida que vinha do temporal avistado ao longe. Os barcos içavam as velas buscando manter-se no equilíbrio distante. Buscavam manter-se flutuando nas nuvens densas que mostrava em seu rosto a bandeira pirata. Ela dizia que não, abusava das concordâncias, mas negava o fato de que as estrelas surgiam no céu ao pôr do Sol. O astro Rei coroava mais um dia com sua consorte, a Lua, que nascia como um sorriso do Gato Cheshire.  Alice, não gostava do que surgia ao deitar-se no gramado ainda seco, sem orvalho. Criou-se o mundo e recriava-se o escuro, sem se preocupar, pois estava bem consigo mesma, o luar e os pingos que pintavam o céu em formas diversas. A menina que possuía mais de uma milha de altura, estava expulsa do tribunal.  No mesmo tempo em que os planetas se chocavam, causando uma explosão cósmica em cores avermelhadas e azuis. Os pássaros, que não tinham hábitos noturnos, voavam sem rumo...

Entrelinhas

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As notícias chegavam do oriente, não se viam fazia um tempo. Ela e o jornal, a vista do monte Fuji era cômodo na janela numa gravura, Katsushika Kokusai, observava o lado lisérgico. As multicores que se misturavam num tufão que passava pelo oeste da ilha. Em Fukushima os núcleos esquentavam enquanto as paridades e estacas sombreavam o mito. Na cidade asteca, ainda sobravam os ritos, as ruínas, pedras talhadas com esmero. Eram vivos os credos ao Deus propriamente dito. Os cultos de chuva e bom tempo, enquanto o eclipse seria mais uma vez reverenciado. Foste uma bela tarde de sol enquanto descansavam a beira mar. Na capital, Tokio, o constraste entre o rural e a cidade, traria uma viagem no tempo ao lembrar de Meiji que no auge da segunda grande guerra, levaria a bandeira do sol nascente a diante. As bombas de Hiroshima e Nagazaki criavam o protesto. Bandeiras, avisos, comunicados, poder excessivo e a marcha até Stalingrado, na mãe Rússia antigamente chamada de União das Rep...

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O sol quente lá fora assistia a céu aberto, fascinado, a tempestade que caia dentro do ser imutável, congelado, transgressor. Era o ultimo dia de suas vidas ou talvez não. Apenas lia o jornal com cara de poucos amigos, não gostava das notícias vindas do exterior lá de fora. As grades soldadas na janela tinha plena consciência que estava preso, incapaz de mover-se, viu seus planos pelo chão. Chovia. Raios, trovões, relâmpagos... Um clarão fez com que o corpo reagisse num espasmo. Atordoou-se quando leu que o programa origem estava na versão 2.0.1, algo havia mudado na matriz. Teve medo de abrir as janelas, mas venceu. As grades foram excluídas do pacote, ganhou o sonho da liberdade. Abriu o portão com a chave 1.0, viu-se no paraíso proibido enquanto lágrimas escorriam de seu rosto.  Havia mais pessoas ao seu redor, saindo de suas casas pela primeira vez, admirando a clara luz do dia com certo receio. Ficaram todos ali, olhando uns para os outros com cara de mistéri...