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Mostrando postagens de abril, 2013

O Tejo

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Madrugada, Descobre-me o rio que atravesso tanto para nada; E este encanto, prende por um fio, a testemunha do que eu sei dizer. E a cidade, chamam-lhe Lisboa mas é só um rio que é verdade, só um rio, é a casa de água, casa da cidade em que vim nascer. Tejo, meu doce Tejo, corres assim; corres há milênios sem te arrepender, és a casa de água onde há poucos anos eu escolhi nascer.

Liber

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Vermelho. O self estava mais aguçado, era quente em partes e frio no maior período espaço/tempo. Respiração ofegante, o ar parecia não preencher totalmente seus pulmões. Olhou para as costelas, já esmagadas pelo esforço desnecessário que o externo fazia, ouvia um som abafado meio desencontrado, mas entendia apenas a palavra “ferragens”. Medo de alguma coisa ter se chocado com a matriz, medo do mau tempo. Ninguém sabia, mas quando olhou por entre os tecidos, os raios se quebrando no céu e arrebentando a terra, estremecia por todo o arredor. Não era culpa sua, apenas um dado que fora lançado. Girando e girando, no olho do furacão, parou e acompanhou os ventos passo a passo. Devagar foi se livrando da clausura, como se suas correntes se partissem. A pele já dilacerada, agora tinha um aspecto de necrose, viu como num piscar de olhos tudo aquilo sumir. Estava num oásis. Sentiu a luz se aproximando. Abrir os olhos, entender o cenário, o relógio parado na hora zero. Piaz...