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Mostrando postagens de março, 2015

Num mesmo instante...

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Consultavam os ancestrais Perdiam-se no medo Alcançavam suas preces mais profundas Degustavam uma solidão mórbida Do mesmo apreço Surgiam os puros Nos quais abriam caminhos Para insurgir diante do inverno Pés descalços na neve fria A neblina cobria o acaso Inebriante retorno No qual era triste por simples vontade Os pássaros não mais cantavam Nas esguias arvores retorcidas Buscavam alguma coisa que não sabiam Ascendiam aos céus em sinal de desapego No maior dos riscos Saltavam em direção ao precipício Presunçosos humanos Duvidaram da força deste O amor veio Cortou Matou E deixou saudade...

Lá vem a cidade, adaptação para texto, por Lenine.

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Eu vim plantar meu castelo n aquela serra de lá, o nde daqui a cem anos v ai ser uma beira-mar... Vi a cidade passando, r ugindo, através de mim...  Cada vida  uma batida d um imenso tamborim.  Eu era o lugar, ela era a viagem.  C ada um era real, cada outro era miragem. Eu era transparente, era gigante.  Eu era a cruza entre o sempre e o instante.  Letras misturadas com metal e  a cidade crescia como um animal, e m estruturas postiças, s obre areias movediças, s obre ossadas e carniças, s obre o pântano que cobre o sambaqui... Sobre o país ancestral, s obre a folha do jornal, s obre a cama de casal onde eu venci. A cidade p assou me lavrando todo...  A cidade c hegou me passou no rodo...  Passou como um caminhão p assa através de um segundo q uando desce a ladeira na banguela...  Veio com luzes e sons.  Com sonhos maus, sonhos bons.  Falava como um camões, g emia feito pantera.  Ela era...  Bela... fera. ...