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Mostrando postagens de julho, 2015

Estás errado!

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Dias frios são como pedras, te olham mas nunca saem do lugar. Você sente que elas não se movem e não deixam de olhar para você. Certa vez, olhando o mar batendo nas pedras senti como se a praia fosse diminuindo a cada onda. As pedras estavam ali, estáticas. Me envergonhei de tanta reparo que botavam em mim, pareciam velhas, aquelas que sentam-se na calçada e notam as diferenças... Devem ficar ali por muito tempo para saber o quanto cresci, o quanto algo importa ou o quanto simplesmente a minha moral é duvidosa ao sentar para ver o mar. Duvidosa eram as pedras que incansavelmente comentavam sobre tudo, inclusive sobre as gaivotas que pareciam ficar por alguns segundos paradas no ar quando a brisa batia, elas vinham em direção a praia e retornavam ao mar quando a brisa era mais forte que suas asas batendo em ritmo acelerado e em um mergulho, voltavam ao mar. O Sol forte de verão, as ondas, hora calmas hora inseguras, o semblante dos pescadores que...

Vento

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Céu encoberto por um certo desespero, a chuva insistia em não cair. O Ipê florido, as árvores recostavam como crianças na hora da naninha. Nada ali tinha vida, não tanto quanto aqueles dias azuis de maio, enquanto céu, enquanto vento, por enquanto mantinha-se na espreita, estreito, entreaberto, como uma porta, inerte. O vil, convivia com aquele peso, que no muito mais onde avistava a colina a subir, pisoteava a terra e se sentia como se fosse a própria, levada pelo vendaval no qual situava. Acreditava na justiça dos seres, em plena era tecnológica onde tinha plena certeza donde o mundo era todo criado, não pelo criador mas por uma lógica de programação. Desigual nos termos vigentes pela matriz, casas, pessoas, seres sobrevoando e aterrizando. Aterrorizado com o modus operandi que levava ao findável momento. Numa caixa, encontrou as respostas de um passado distante. Via luz, via de fato, ascendeu ao firmamento no tempo em que as sobras eram o sustento. Rebuscavam o ant...