Do outro lado
Buscava alcançar o horizonte a sua frente, por isso caminhava incansavelmente. Procurou correr, chegar mais rápido. Viu que corria sempre em círculos e por onde andava permanecia em rotação apenas. Jamais chegaria ao horizonte daquela forma. Desolada, sentou-se na calçada a pensar como o mundo poderia ser tão cruel com os viventes em plena formação vigente. Aquilo não poderia existir de outra forma, pensou, não poderia exigir o fim, extinguir. Estava dentro de uma jaula, criada por uma atmosfera cinza, presa. O céu azul por vezes cheio de nuvens por vezes limpo causava claustrofobia. Seus cabelos ao vento fizeram a descoberta impossível, sua fuga deveria ser de forma retilínea. Enquanto a gravidade agisse sobre seu corpo, ela permaneceria caminhando em vão. Foi quando que em seu mundo, buscou um foguete e ascendeu aos céus, quebrou barreiras e negou seu arrependimento ao perfurar o muro azul. Encontrou-se em meio ao vácuo, desejou voltar ao planeta, mas, pensou que ali est...