Dona eis Requiém - 1.1
O mundo parecia do avesso e com certo pesar, os demônios internos ainda perseveravam em arriscar romper a pele grossa para alcançar o mundo externo. Arrebentar o peito e escapar com louvores e os sons dos anjos caídos, de certa forma, naquela sala, em frente a lareira era algo a se pensar, mas concluir era outra história. Após 394 anos em vida, transportando animais inocentes e exterminando a raça humana para sua sobrevivência, de fato o fogo não mais aquecia e não mais clareava a casa como antes. Estávamos percebendo que o dia durava menos e a noite era mais escura. Era necessário um novo pacto. Já nos encontrávamos em uma espécie de ritual xamânico, no Quênia, estava deitado, fruto da caça, boca aberta, como se estivesse gritando, em sinal de medo e dor. Cordas amarravam os membros superiores e inferiores para que não houvesse locomoção. O carrasco viria mais tarde, com a ponta de uma lança, ferindo a jugular e o baixo ventre de seu sacrifício, a luz do mundo se acendeu, o f...