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Mostrando postagens de abril, 2022

O trago

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 Ao mesmo tempo A brasa sustenta Regida pelo vento Naquele que se ausenta   O cais de américa se finda A fragata se adentra Um oceano se centra Num destino que em sua vinda   Trás-os-Montes da Lusitânia Agrava os perigos dos mouros Em harmonia Aos tolos   Pobres dos que carregam Um destino incerto D’onde se entregam No exceto    Inocentes morrem O cigarro se apaga O frio se torna ad valorem Nos pulmões de quem traga   Para tal derrota É preciso astúcia Ao som da rôta Ao passo da renuncia   “As gaivotas pairam no céu tocando o oceano em seu desígnio de perpetuação. O Sol se põe ao longe enquanto as embarcações parecem sumir no horizonte. Estou num cais, como quem parte. Olhando o mar, como quem fica.” Vom Krystie McDonnadan

Mallevs Maleficarvm

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A li parado, observando o buraco negro a uma distância segura, observei que a anomalia ocorria no deserto de eventos. Alcançar o centro, para nós humanos, era de fato algo irreal, feria a nossa consciência, dignidade e moral. Seria um lançamento no desconhecido com a consciência de que o retorno jamais existiria. Arremessar-se contra aquele que era visto, porém desconhecido, foi apenas uma ideia impulsiva, que foi cumprida com sucesso. O mundo é sufocante dentro do vórtice, do vácuo, os sons estridentes dentro de sua cabeça podem parecer cada vez mais altos e quando se percebe são seus neurônios que estão em plena combustão. Seus ouvidos não sangraram pois não havia pressão suficiente para que o sangue escorresse para fora. A cabeça parece querer sucumbir ao abismo enquanto os novos espectros são capturados pela gravidade, as ondas de rádio vieram de muito longe e percorreram o espaço através dos ecos que perduraram por bilhões e bilhões de anos entre idas e vindas do tecido escuro. A ...