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Mostrando postagens de novembro, 2019

O coringa nunca existiu

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As vezes sobreviver em meio ao inferno é um pouco sacal. O fogo já ardeu o que tinha que arder e a pele por mais que carne viva seja não dói mais. Você, em algum momento, chega a conclusão que é blindado e que já sofreu demais, você olha para a frente e não vê nada mais do que pessoas simples passando nas ruas, você compreende cada passo e está sempre a um passo a frente dos outros, não por mediunidade ou clarividência mas, por simplesmente já ter experimentado talvez as sobras de um futuro desconhecido que hoje não te causa mais emoções. A ideia sobre evolução não é o fato de não ser mais passional ou se emocionar com coisas simples, a ideia sobre a evolução é saber lidar com todas as adversidades que a vida possa te oferecer. Você sorri aos hipócritas, você acena aos usurpadores, você cuida dos bons de coração que ainda precisam caminhar, você acredita nos iguais. É como um metal, entre o martelo e a bigorna onde metal é o nervo, a carne, o osso. O Martelo é a morte e a Bigorna...

O Beatnik e a esperança - Parte 1 - Um manifesto

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Um dia frio com Sol, um dia nublado no mormaço. As vezes a gente se sente como se não tivesse pertencimento ao lugar que estamos, como se apenas flutuássemos presos a um barbante tão frágil quanto uma linha de uma teia. A própria vida é algo frágil, assim dizia um grande amigo, isso que vestimos é apenas uma casca, algo passageiro, tão passageiro quanto qualquer nuvem que sobrevoa a nossa casa, o nosso terreno, o chão que pisamos. As vezes tenho a noção de que não se tem tanta certeza de que pisamos o chão ou se ele nos pisa, afinal, o que nos mantém no local onde nós situamos? A beira de uma estrada ou a beira da vida? É como se eu estivesse em um ponto onde não há passado e nem futuro, apenas um chão com um rumo incerto, voltar é uma incerteza tão grande quanto ir para além das faixas contínuas, é compreender o grande deserto que existe no meio fio da vida e da morte, é uma incerteza simples que beira a loucura de estar e não estar, é a grandeza de um sentimento que não...

Carta a Vom - n 05 - A discrepância

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Meu caro Vom, te escrevo mais esta carta enviando notícias deste planeta inóspito que vos chamam de Terra. Já soube das guerras que ocorreram e ocorrem pelo petróleo? É uma carnificina que banha os países do oriente médio de sangue, alguns dizem que precisam de mais combustível para suprir suas necessidades econômicas mas eu não acredito muito nisso, acho que o real problema é a sede de poder, quando se igualam as coisas os que tem muito não querem ter menos, logo acabam por simplesmente fazer qualquer coisa para se ter os objetivos alcançados e quando digo qualquer coisa pense nas piores atrocidades que conseguir dentro de sua vã filosófica pureza, é difícil para mim também. Ao longo do tempo receio estar ficando cada vez mais velho e ranzinza, Volga está aqui ao meu lado, miando e concordando. É estranho como esse gato compreende o que escrevo, não falo pelo fato da leitura em si, mas, meu cirílico não é dos melhores, ainda mais com as mãos trêmulas. Volga concordou de novo. Me...