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Tão Distante - Parte 4 - O Passado

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Despertar de mais um dia, pude ver que o sol apontava lá no horizonte, desígnio de renascimento. Duelo entre o bem e o mal, a noite se saia muito bem pois, mais uma vez não dormi, caminhava como um louco, minhas vestes estavam se rasgando a cada dia, o frio não rasgava minha pele, eu estava acostumado. Aliás, eu estava pouco me importando com o clima, apontava uma casinha ao longe, distante demais para minha visão identificar, porém, não havia mais ninguém morando ali, naquele fim de mundo.  Foi quando Ashkaril resolveu iniciar uma tese junto as minhas idéias, impossível não escutá-lo. Mesmo de boca fechada ele se comunicava comigo, era estranho, eu pensava em suas palavras e respondia, ele olhava pra mim, sabendo minha resposta e retrucando. - Yvel, isto se chama telepatia, é um artifício utilizado por nós, a comunicação é instantânea e de baixo custo. (Ashkaril não abria a boca enquanto sua voz ecoava na cabeça de Yvel) - Agora a aberração resolveu falar sem mexer a boca, eu es...

Repetimento inexato - Eva

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As sombras ao pé dos edifícios, causando um momento único durante a manhã daquele dia, entre os reflexos, as sombras, Eva se despedia de seu filho e sentia algo diferente naquela manhã. Alex sairia mais cedo que não era normal e ela sabia o porquê, sabia e não iria impedi-lo. Lutar por um país livre seria como se ela voltasse no tempo em que seu marido foi morto por militares, Raul, lutava igual seu filho, era bonito de ver a paixão com que ele discursava diante de seus companheiros. Porém mais tarde viria a ser um dos procurados pelas altas patentes do sistema. Encontrado, torturado e morto. Alex seria seu pai, mais jovem, com idéias mais modernas, porém com o mesmo espírito. Não seria a favor do sistema que aprisionava a população, censurava e retalhava a imprensa. Nada podia ser feito sem passar por rigorosos controles e censurados caso não fossem aceitos. Brigar com o sistema seria algo irreal, seria como mover uma montanha com a força dos braços. Eva se maravilhava cada dia m...

Em tese... a pratica é teórica.

Por vezes me pego admirando o céu, não as estrelas muito menos o Sol. O céu que eu vejo é um céu nublado. Não pelo fato de simplesmente admirá-lo, mas são estes dias pesados, cheios de uma carga estranha. Tudo parece ser tão real. Adoro neblina. Aquela fumaça que atraí pelo desconhecido. Ela te envolve, te cega e te surpreende. O nevoeiro desce, estamos a meio fio de entrar num colapso. Qualquer movimento não digno, pode ser extremamente combatido por aquela fumaça branca. Pensa que não vi? Quando olhou para trás buscando respostas para um futuro mais certo. Pensa então que estive aqui este tempo todo somente passando o tempo? Você está enganado, o mundo conspira a nosso favor. E você que é somente mais um no sistema, você pode tentar a mudança ou tolerar o sufocamento causado. A escolha é sua. Talvez abrir os olhos possa te causar dor, mas será que doem por que nunca foram usados?  Nos tornamos presas fáceis quando estamos acomodamos a rotina. Tudo faz parte de um emaranhado d...

Super-Herói

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Me deparei naquela noite com um homem que não era comum, ele era invencível, suas palavras jamais seriam debatidas, seus atos não somente respeitados mas também indiscutíveis. Não se brinca com fogo, dizia ele com ar de mestre. Vocês quebraram meu computador, dizia ele com raiva aflorada. Então surgiu o vilão, um jovem adepto as religiosidades mundanas, dizendo que os procedimentos eram simples e que ele mesmo poderia resolver o caso. Estávamos ali, presenciando a cena de filme. O vilão desta vez, opondo-se ao herói de forma culta, e o herói ainda atordoado pela falta de energia causada pelo anel de lata gigante arremessado pelo vilão (que se escondia atrás do defensor dos vilões, que não tenho ideias para denominar tal atitude) Abominável aquela atitude do herói, que tomava as dores do quarteirão todo. Alias, o único dolorido ali seria o próprio. Sem medo de ser feliz, o vilão arremessador de anéis de lata gigantes escondido atrás do defensor dos vilõ...

Do espirito.

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Nas portas do seculo XXI, a ciência evolui juntamente às maquinas. Tecnologia hoje em dia é explorada a todo instante. Não sabemos se são pessoas que andam ao nosso lado. Já imaginaram que um dia poderemos conviver com as maquinas, livremente. Inteligência artificial é algo para o seculo seguinte. Hoje em dia nos vemos numa cadeia de possibilidades. A questão de uma possível guerra entre humanos e maquinas  é valida quando somos capazes de criar algo tão próximo do ser humano, que é um ser dotado de inteligencia e sim, ganância. Inteligencia em mãos erradas, podem tornar o mundo algo bem mais difícil. Mas como qualquer ser vivente em solo terrestre (reformulando o conceito... LOADING... DELAY), até mesmo em termos de universo, se sou capaz de pensar que há seres vivos fora do planeta Terra, porque não haveriam de ser perversos e maus, a ponto de buscar a terra como fonte de alimento e/ou riquezas. Complexo este termo, a partir do momento em que pensamos n...

Adianta falar?

Já perceberam como as pessoas seguem padrões estranhos ao longo da vida? Quando pequenos, levam os trejeitos do pai ou da mãe, ou dos dois em certos aspectos. Percebi hoje como as pessoas podem seguir um padrão e se queixar disso por mera revolta social, mas, o que fazem para mudar tudo isso? Nem elas mesmas sabem responder. Já percebeu que as pessoas vivem de acordo com o que as pessoas ao redor acham que deve ser e que se extrapolar o limite de conduta criado pelo meio em que vive, será marginalizado, alvo de fofocas e claro, o silencio dos "vizinhos". Pessoas que pensam como as outras, o que fazem delas algo tão previsível. Atitudes que pelas quais, não se julgam pois estão dentro do padrão de vida. E você, em qual momento segue os padrões? (Faço esta pergunta a mim mesmo). Também sigo trejeitos passados dos meus pais e/ou por meus pais, a definição de certo ou errado, do que vestir ou não, do que falar ou não. Felizmente convivi com pessoas que fizeram minha cabeça mud...

Metódico!

Se foram os dias e a vida continua... Nada do que foi será, de novo do jeito que já foi um dia... Qual seria o defeito das pessoas quando se dizem imortais? Um minuto! (pausa dramática para o pensador) Eis que surge o filme, cena aberta ao mundo surreal... assistem de camarote ao sobrevivente urbano, aquele mesmo que não escala montanhas, muito menos sabe voar... mas com gratidão aceita um prato de comida servido em um pote de sorvete. "Ó PÁTRIA AMADA, IDOLATRADA, SALVE! SALVE!" Esta não é uma canção de amor... ...Dan